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Travessias: momentos de encerramentos de ciclos e recomeços

  • Foto do escritor: Jéssica Esteves
    Jéssica Esteves
  • 6 de fev.
  • 1 min de leitura

Atualizado: 7 de fev.

Há momentos da vida que se impõem como travessia. Fases de transição em que algo precisa se encerrar para que novas formas possam surgir. Nessas passagens, antigas referências deixam de orientar e somos convidados a lidar com o deslocamento, a incerteza e a mudança.


Como na natureza, nem todo processo é de expansão contínua. Há tempos de recolhimento, de pausa e de espera. Momentos em que é preciso preservar o que ainda pulsa, confiar nos ciclos e sustentar o intervalo entre o que já não é e o que ainda não se tornou. O que permanece após essas travessias nem sempre é visível, mas se inscreve profundamente na experiência.


Os processos de mudança são feitos de avanços e recuos, de fluidez e resistência. Há expectativas e frustrações, leveza e densidade. Ainda assim, algo se renova quando corpo e psique encontram espaço para respirar, quando o contato com o essencial devolve presença, vitalidade e sentido.


Nas transições, as referências externas podem se tornar instáveis. O que sustenta, então, são os vínculos, o cuidado e as redes de apoio que oferecem contorno nos momentos de cansaço e desorientação. Nessas redes, as quedas encontram sustentação e os atravessamentos tornam-se menos solitários.


Se tudo na vida está em movimento, também somos convocados a nos mover. Nas travessias — individuais e compartilhadas — algo se reorganiza, permitindo que a vida, mesmo em contextos difíceis, volte a pulsar. Nem sempre nomeável ou explicável, mas profundamente sentido.

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​Jéssica Harumi Esteves - Psicóloga Clínica - CRP 06/118104

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